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Entenda a importância de celebrar o orgulho LGBTQIA+

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  • Talitha Benjamin
 Dia do Orgulho LGBTQIA+

Há mais de 50 anos é comemorado o Dia do Orgulho LGBTQIA+, em homenagem a um dos episódios mais marcantes na luta por seus direitos. Confira!

Durante todo o mês de junho, você com certeza já deve ter notado a abundância das cores do arco-íris, acompanhando de palavras de motivação, textos e várias citações da palavra “orgulho”. As cores invocam alegria e alto-astral, e o nome tem tudo a ver com uma visão mega otimista do futuro, mas tudo isso vai muito além. No dia 28 de junho, é celebrado no Brasil — e em vários outros países — o Dia do Orgulho LGBTQIA+, data que convida a todos a lembrar o amor, o respeito e a diversidade de gêneros e orientações sexuais.

Mais do que apenas uma data e mês celebrativo, o mês de Orgulho virou sinônimo de resistência no Brasil. Apesar de, ao longo das décadas, os debates sobre a diversidade de gêneros e orientações sexuais ter expandido junto com a sigla, o preconceito cultural e estrutural e a discriminação ainda é a realidade, e faz parte da vida da maioria das pessoas LGBTQIA+.

Por isso, se faz importante entender porque “orgulho” em junho tem um significado tão emblemático. E você, sabe do que se trata a sigla LGBTQIA+, e conhece a história deste mês?

Muito além da sigla: quem são os LGBTQIA+?

Nos últimos anos, no Brasil, a sigla que representa e abrange as diversas orientações e identidades de gênero passou por significativas mudanças: de GLS (gays, lésbicas e simpatizantes) para LGBT e agora, LGBTQIA+, a abreviação serve para se referir a diversidade sexual e identitária. Veja abaixo todas as pessoas abraçadas pela sigla:

  • Lésbicas: mulheres (cisgênero ou transgênero) que sentem atração sexual e/ou afetiva por outras mulheres.
  • Gays: homens (cisgênero ou transgênero) que sentem atração sexual e/ou afetiva por outros homens.
  • Bissexuais: pessoas que sentem atração sexual e/ou afetiva por homens e mulheres.
  • Trans: pessoas que se identificam com a identidade de gênero diferente daquela assimilada ao nascimento.
  • Travestis: refere-se a uma pessoa assimilada ao gênero masculino ao nascer, mas que desenvolveu uma identidade com características e expressões femininas. O termo “travesti” foi criado, e é usado amplamente em países da América Latina, para abranger diferentes expressões e experiências de mulheres trans e travestis.
  • Queer: são as pessoas que transitam entre os gêneros femininos e masculino, ou que não seguem a binaridade de gênero imposta pela sociedade. Também pode ser identificado pelo termo “não-binário”.
  • Intersexual: são pessoas que possuem características sexuais biológicas que não se encaixam nos gêneros feminino e masculino.
  • Assexual: pessoas que não sentem atração sexual por outras pessoas.

A sigla LGBTQIA+ e as discussões abertas sobre a existência de todas essas orientações sexuais e identidades de gênero podem ser novidade para muita gente, e um pouco complexa para entender. No entanto, é preciso compreender que todas elas existem desde sempre e que nenhuma pode ser chamada de “opção”, já que a medicina, a psicologia e a antropologia já provaram que essas características não são “escolhas” individuais que podem ser mudadas ou escolhidas.

A história do Orgulho: o que aconteceu em Stonewall?

Nos Estados Unidos, durante as décadas de 1950 e 1960, a perseguição à comunidade se tornou institucionalizada como parte da política anticomunista do país. A principal agência de investigação americana (FBI), os Correios, e departamentos de polícias ao redor do país violavam a privacidade e direitos humanos de cidadãos para manter listas de pessoas abertamente homossexuais. Governos estaduais e municipais passaram a fechar bares e outros estabelecimentos que aceitavam ou eram direcionados para este público. Gays, lésbicas e transsexuais eram presos e tinham sua sexualidade e identidade de gênero expostas em jornais, enquanto havia demissões em massas de pessoas “suspeitas” em órgãos governamentais, universidades e escolas.

Décadas de repressão chegaram a um impasse em 28 de junho de 1969, quando a polícia invadiu o bar gay Stonewall Inn, em Manhattan, Nova York. A violência empregada nas batidas policiais e o sentimento de revolta da população gay local culminaram em diversos levantes espontâneos e violentos na região. Ao longo de vários dias de protestos, pessoas LGBTQIA+ que frequentavam os bares gays e lésbicos da região, além de simpatizantes da causa, passaram a se organizar para protestar a violência policial e repressão estrutural da sociedade americana à comunidade.

Um ano após os confrontos de Stonewall, as primeiras paradas do orgulho gay aconteceram nas principais capitais americanas. Dentro de alguns anos, diversas organizações e instituições pela proteção dos direitos das pessoas LGBTQIA+ passaram a ser fundadas ao redor do país e do mundo, e o mês de junho foi escolhido para fomentar debates, resistência e também para comemorar os avanços feitos na proteção dos membros da comunidade.

Orgulho LGBTQIA+ no Brasil

No Brasil, o movimento LGBTQIA+ passou a ganhar forma na década de 1970, também em resposta à opressão e a perseguição, neste caso, da Ditadura Militar (que durou de 1964 a 1985). Por aqui, grupos, instituições, organizações e ONG’s eram criadas para lutar pelos direitos dos homossexuais. A criação de jornais e revistas direcionadas ao público LGBTQIA+ e comercializadas em bares gays e lésbicos foram essenciais para a organização de ativistas a favor da comunidade, que conquistou diversos avanços em políticas públicas e a remoção da homossexualidade enquanto crime e doença da maioria dos órgãos públicos, governos e instituições.

Apesar da epidemia do vírus HIV e da Aids da década de 1980 terem impactado diretamente a estigmatização social das pessoas LGBTQIA+, movimentos organizados, ONGs e ativistas estiveram sempre na resistência a favor da melhora de vida da comunidade. Em 1997, a primeira parada pelo Orgulho LGBTQIA+ foi criada, e o evento, que reuniu 2 mil pessoas em seu ano de origem, hoje já concentra cerca de 4 milhões de frequentadores todos os anos, sendo a maior registrada no mundo, e atraindo visitantes do mundo inteiro.

Onde estamos no avanço dos direitos dos LGBTQIA+?

Apesar de ser a casa da maior parada pelo Orgulho LGBTQIA+ do mundo, o Brasil ainda tem muito o que avançar. Na contramão de muitas conquistas e uma visibilidade crescente, o país ainda ostenta um número altíssimo de assassinatos motivados por homofobia de membros da comunidade, somando 447 registros apenas no ano de 2017, conforme relatório do Grupo Gay da Bahia. O conservadorismo, o preconceito e a ignorância presente na cultura brasileira ainda favorecem a reação violenta aos avanços dos direitos da população LGBTQIA+.

Apesar disso, o Brasil sempre foi destaque quando o assunto é a coragem e a resistência da comunidade em meio às dificuldades. Cada vez mais, é possível ver estas reivindicações nos mais diversos espaços sociais. Em 13 de junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela criminalização da homofobia e transfobia, um importante marco na luta pelos direitos humanos e pela diversidade e inclusão no Brasil.

Para aprender mais:

Neste mês Internacional do Orgulho LGBTQIA+ queremos exaltar o amor, o respeito e a beleza de você ser quem é. Na série “Cansei de Ouvir”, chamamos membros da comunidade para falar sobre as falas que reforçam os estereótipos e a discriminação. Dá uma olhada:

No Alô Comunidade, programa da embaixadora Louie Ponto, convidamos você para conhecer João Hugo e Sellena, criadores da Casa Aurora, um centro de cultura e acolhimento LGBTQIA+ em Salvador que tem como propósito amparar vítimas de LGBTfobia. Além de ser um espaço cultural, que fomenta a cultura na cidade, também serve de abrigo e suporte psicológico para as pessoas que foram expulsas de casa. Um projeto incrível que dá força para muitos LGBTQIA+. Dá o clique para conferir!



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